Você é realmente dono da sua empresa?



Você se considera dono da empresa ou mais um colaborador em prol do negócio?


Pode parecer confuso se você ainda não se questionou sobre isso, mas o fato é que ser proprietário de uma empresa não te faz necessariamente um gestor.


Se pegar como um auto empregado, um funcionário dentro da sua própria empresa, é algo muito mais comum do que se imagina.


Aos poucos, o dia a dia vai se tornando cada vez mais sufocante com uma lista interminável de tarefas que precisam ser resolvidas, não sobrando tempo para se dedicar ao desenvolvimento de estratégias de gestão.


A imagem daquele empresário que está sempre solucionando pequenas questões que parecem sempre urgentes não está mais alinhada com o conceito moderno de um empresário estratégico.


Com isso, você acaba não conseguindo assumir o papel que lhe cabe, que é exatamente o oposto do que está fazendo.


Se você acha que está preso nesse looping de questões a serem resolvidas que não te deixam gerir seu próprio negócio, mas ainda não tem certeza de que está numa situação de auto empregado, separei algumas atitudes que te fazem um dono da empresa e outras que te prendem como auto empregado:


1 - O dono da empresa administra, assume verdadeiramente a posição de gestor e foca no gerenciamento administrativo e no desenho das estratégias da empresa no mercado. O auto empregado é aquele preso nas questões operacionais.


2 - Os auto empregados centralizam demasiadamente as decisões. Com isso, perdem o poder de delegar, de comunicação e integração. Se você quer crescer, chega um momento que é necessário aprender a delegar.


3 - O auto empregado é aquele que está o tempo todo resolvendo incêndios de tamanhos variados que surgem com uma frequência absurda. O gestor, ao contrário, administra o empreendimento enquanto deixa outros líderes gerirem problemas.


Há uma série de fatores que fazem com que o dono acabe se tornando um auto empregado, e devo dizer que nem sempre é um processo rápido ou que seja fácil de ser notado. Conforme o tempo passa sem que algo seja feito a respeito, a tendência é que haja um agravamento da situação.


Para escapar disso, é preciso olhar para dentro e traçar um novo rumo ao navio, assumindo o papel de capitão e não de imediato. De ser o protagonista que decidirá quais botões serão acionados no seu painel de controle, e não de consertá-los a cada vez que param de funcionar.


É preciso, mais do que nunca, trabalhar o seu jeito de pensar a empresa, fazendo com que ela reflita no jeito de ser e fazer da empresa, tornando-se um gestor que sabe onde trilhar seu caminho para entregar o que se espera do negócio no mercado.

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