Stress no Trabalho: Qual sua Origem?

Atualizado: Mar 15



Cuidar bem da empresa é um dos grandes desafios das organizações atualmente. Em minha trajetória profissional, já me deparei com diversas empresas que precisavam investigar o meio ambiente de trabalho e seus reflexos na produtividade e engajamento dos colaboradores.


Durante todos esses anos de experiência em transformações empresariais, tenho visto com grande preocupação o aumento de casos como esse, e de como a gestão ainda vê de forma equivocada as origens desse problema.


Já falei aqui sobre Burnout e outros problemas práticos que atingem a produtividade das equipes, e a própria OMS já tem feito diversas declarações sobre o tema e como isso deve pautar a gestão das empresas em um futuro não muito distante.


No último Fórum Econômico Mundial, por exemplo, já se estimou que os gastos mundiais com falta de produtividade nas empresas pode chegar a 6 trilhões de dólares até 2030.


Nas empresas americanas, segundo dados do ISMA (International Stress Management Association), o custo com stress no trabalho já atinge a marca de 300 bilhões de dólares por ano!


No Brasil, essa estimativa é de 4% do PIB por ano. Para se ter uma ideia, o stress já é responsável por 40% dos turnovers e 60% do absenteísmo nas empresas.


Mas por que tratar desse tema?


A forma como os colaboradores são gerenciados e como a cultura organizacional se coloca, ou seja, como o jeito de ser e fazer da empresa se impõe, são alguns dos principais motivadores para o aumento do estresse no trabalho e, por consequência, da falta de produtividade.


Um tema puxa o outro.


O ponto central e mais polêmico é que aquela velha suposição de que estresse está diretamente ligado ao excesso de trabalho já não é tão atualizada mais.


Claro, o número de horas trabalhadas realmente atinge uma parte dos trabalhadores que sofrem com doenças de estresse, pois o risco de esgotamento naturalmente aumenta conforme as horas trabalhadas.


Mas a maneira como isso se dá é muito mais estressante do que a carga horária em si. Segundo estudo da Gallup, são cinco os fatores que mais contribuem para o desgaste dos colaboradores:


1 - Tratamento injusto no trabalho;

2 - Carga de trabalho sem gerenciamento;

3 - Comunicação ruim e muito pouco clara dos líderes;

4 - Falta de suporte da gerência;

5 - Pressão de tempo e resultados irracionais.


O fato é que todos os cinco fatores listados acima se relacionam com responsabilidades da gestão. Afinal, é a gestão que detém a responsabilidade de evitar o tratamento injusto dentro da empresa, que precisam estabelecer uma comunicação clara e fornecer apoio, que devem gerenciar a carga de trabalho e definir expectativas razoáveis de resultados.


Aliás, em muitos casos que trabalhei, diria que mais de 90%, os próprios donos consomem sua própria energia e se estressam, causando um desgaste perigoso por toda empresa. Isso sem contar os prejuízos financeiros que acompanham a queda motivacional.


Mas por que isso acontece tanto?


A resposta é: mentalidade, crenças e cultura organizacional.


É preciso, mais do que nunca, compreender que o que você acredita gera suas ações, e suas ações geram os resultados.


O que os comandantes dizem e fazem impacta diretamente o comportamento dos colaboradores.


A era de profundas transformações que vivemos pede urgentemente uma mudança no jeito de pensar, no jeito de ser e fazer negócios nas empresas.


Empresas que geram resultados precisam se concentrar tanto na saúde mental de seus funcionários, no que eles pensam e como estão se sentindo, quanto no que estão fazendo e produzindo.


Os CEOs não devem apenas desempenhar suas funções, mas também administrar suas próprias energias e dos que lideram.


Quando encaramos de frente algo que não está bem, só temos uma opção: fazer algo a respeito.


E é libertador quando começamos a agir para mudar o cenário atual. A cada ação executada um sentimento de vitória! A vida, afinal, é isso… um acumulado de acontecimentos e temos que aprender a gostar da caminhada.


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