Qual é a Importância da Liderança no Comprometimento da Equipe?

Atualizado: Fev 26



Um amigo empresário costumava me falar muito sobre a dificuldade que encontrava para criar uma boa conexão com sua equipe. Ele dizia que o negócio dele era fechar bons negócios, não de “criar amizades” dentro da empresa. E isso é muito comum até hoje...


A habilidade, ou falta dela, na comunicação interna é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas. E a confusão que isso causa é incrível, tanto na conexão entre pessoas como no engajamento e produtividade das equipes como um todo.


Engajar e inspirar pessoas é algo que precisa de espírito, aproximação, sinergia…


Em 1998 o Banco ABN comprou o Banco Real, onde eu trabalhava. O processo de fusão fez com que apenas 2 das mais de 40 operações de call center permanecessem ativas, e eu estava como uma das coordenadoras responsáveis por essa delicada transformação.


O fato é que, à época, a profissão de atendente de call center era muito marginalizada. As pessoas trocavam de emprego por conta de R$ 50, e isso contribuía diretamente pro mal atendimento.


A ideia principal da diretoria era centralizar essas operações para empregar um sistema de satisfação do cliente mais eficiente. Nós fizemos um trabalho maravilhoso, alocando funcionários onde era possível alocar, com respeito pelas pessoas e famílias.


Aos poucos fomos fazendo treinamentos e mudando algumas práticas negativas, como na mudança da nomenclatura de atendente para assistente de cliente, ressignificando a profissão, largando mãos os scripts para desenvolver um melhor relacionamento, até criando mensagens que eram coladas em um acrílico improvisado em cada PA.


Foi nessa época que comecei a entender mais sobre cultura e como aquela estratégia de comunicação interna fazia parte disso, contribuindo pros bons resultados. Pois, imagine só, o banco tinha mais de 4 mil funcionários e estávamos todos ali muito integrados.


Era difícil essa integração… afinal, muitos diretores não tinham tempo hábil para estar em contato com todos os setores. Era, claramente, uma eficiente estratégia de mudança de jeito de ser.


Nós transpirávamos aquela verdade… e era incrível fazer acontecer os planos que tínhamos para fazer o banco progredir.


Isso tinha muito a ver com o estilo de liderança e dessa capacidade de proximidade das diretorias com seus gestores e equipes.


Eu sempre digo que mais do que engajar sua equipe, como líder você precisa ter coerência no que fala e faz. Uma coisa puxa a outra, e vice e versa.


Eu comecei a compreender o poder da liderança com o meu diretor do setor de Call Center do Banco Real, o Nardine.


Ele era um líder muito transparente. Eu tinha, sei lá, menos de 6 meses de banco… e uma amiga, Gislaine, conseguiu uma promoção interessante para superintendente. Era um grande upgrade de carreira na época, ganhava carro e tudo o mais.


O Nardine então chamou todos na sala para contar da promoção. Eu nunca tinha presenciado uma situação daquela… confesso que fiquei um pouco sem jeito, mas muito feliz pela conquista da minha amiga.


Ele então disse: “Hoje é ela, assim que for possível será outra pessoa de vocês. Sempre que a gente entregar resultados vamos ter espaço pra poder melhorar a carreira de vocês também. Vai chegar a vez de todo mundo…”


É incrível o poder que aquela breve reunião produzia na gente. Assim como eu, mais outras 6 pessoas respondiam diretamente pra ele, cada um responsável por um setor importante do banco.


Todos nós crescemos junto com ele, pois ele tinha transparência e coerência entre o que dizia e fazia. Isso é primordial. É o que chamamos de líder dito e feito.


Quando isso é verdadeiro… todo mundo dá o sangue para mostrar o seu melhor, porque tem um sentimento de pertencimento, de valorização.

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