Os Segredos das Pequenas e Médias Empresas que Mais Crescem no Brasil



Os últimos anos têm colocado à prova a capacidade de resiliência e adaptação dos empreendedores no Brasil. O fato é que os últimos 5 anos tornaram a tarefa de prosperar das pequenas e médias empresas um senhor desafio.


Apesar das grandes complicações externas e de contexto macroeconômico, nós gostamos de repetir aqui que donos de empresas protagonistas encontram um jeito de fazer sua empresa andar, e não desculpas.


Por isso, vamos avaliar a 14ª edição da pesquisa “As PMEs que mais crescem no Brasil”, feita pela Deloitte em parceria com a Exame, um dos mais tradicionais e completos levantamentos sobre o desempenho das empresas emergentes do País, e tentar compreender quais são os segredos das PMEs que mais crescem.


● Você pode acompanhar o estudo completo aqui: https://bit.ly/3rjlGYW


A pesquisa revelou três aspectos fundamentais que fizeram as PMEs crescerem nos últimos anos: a união e busca constante por inovação, eficiência e talentos. Esses três itens são o pilar para o sucesso das PMEs de crescimento acelerado.


Digo união porque, segundo a pesquisa, mais de 78% das PMEs de maior crescimento fizeram investimento em novas tecnologias, mas mais do que isso, mais de 75% delas declararam disseminar uma cultura aberta a novas perspectivas de mercado e na solução de problemas na empresa.


O que isso quer dizer?


Quer dizer que, sim, a inovação tecnológica é fundamental para se colocar em um local de destaque no mercado, mas só gerará resultados se unificada por uma estrutura administrativa capaz de organizar essa empresa para atuar em alta performance.


Isso passa pela clareza de propósito, cultura, valores, que consequentemente facilita o trabalho de engajar, delegar, contratar e na busca por maior produtividade.


Para se ter uma ideia, em relação às empresas da edição do ano anterior da pesquisa, houve um aumento de sete pontos percentuais nos custos operacionais, subindo de 57% para 64% das receitas totais. Por sua vez, as despesas administrativas caíram de 33% para 28%.


O que isso quer dizer?


As empresas utilizaram como estratégia para manter o crescimento em tempos difíceis o investimento na otimização de processos e redução de custos.


Mas veja bem… esse é um ponto crucial. Pois otimização de processos e redução de custos não se limitam apenas aos aspectos operacionais que impactam o negócio em curto prazo, mas em investimentos de longo prazo… que possibilitam fazer mais e melhor por menos custo.


Como é isso?


Segundo a pesquisa, a otimização de processos e redução de custos foi feita na base de investimentos em capacitação e treinamento de funcionários, na reestruturação de áreas e na diversificação de produtos, o que mostra uma combinação ampla de estratégias para enfrentar os desafios de mercado.


Isso nos leva a outra certeza: ferramentas são importantes, mas investimento em pessoas é fundamental.


O capital humano figura no topo das prioridades de investimentos futuros entre as PMEs presentes no ranking. Isso quer dizer: salários, benefícios e treinamento de pessoas.


As PMEs que não entraram no ranking colocaram o tópico gestão e operação de vendas como grande prioridade, enquanto as que estão no topo colocaram esse quesito em terceiro lugar.


Trata-se de um indicador claro que o foco na operação de vendas é importante, mas não é, sozinho, um fator decisivo para o sucesso se não vier acompanhado de investimento em pessoas e inovação de produtos e serviços.


Isso pode ser comprovado quando unimos os dados das empresas que conseguiram se destacar tendo como meta principal o desenvolvimento da operação de vendas, pois estas também tiveram como prioridade a melhoria na experiência e satisfação do cliente - que, por sua vez, só foram eficazes quando combinadas a uma estratégia de negócio que conseguiu avaliar os dados sobre os hábitos e comportamento do seu consumidor e transformou isso em ações práticas, mudando seu jeito de ser e fazer, para entregar um melhor resultado.


Conclusão, as pequenas e médias empresas que mais cresceram nos últimos anos foram aquelas que tiveram um jeito de pensar o negócio diferente, apostando em tecnologia e inovação, mas mais do que isso, que conseguiram unificar o componente humano ao seu ideal de negócio.


Em outras palavras, conseguiram unir a tecnologia a um jeito de ser organizado, com propósito, visão, cultura e protagonismo. Apostando na maximização de seus resultados através do investimento em capital humano capaz de fazer do seu processo tecnológico um diferencial de mercado.

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