Liderar: Como ser o Maestro da sua Empresa?



Liderar é um processo difícil, muitas vezes solitário e de múltiplas variáveis diárias com conflitos, altos e baixos.


Peter Drucker, um dos mais influentes e respeitados pensadores do universo corporativo de nosso tempo, comparou empresas com orquestras em um artigo publicado na Harvard Business em 1988.


O artigo é visto como um texto visionário, visto que ele queria direcionar como os líderes deveriam enxergar a forma de liderar diante das mudanças estruturais que já se apresentavam àquele tempo.


Segundo Drucker, as etapas entre a afinação dos instrumentos e o gestual do maestro contêm práticas ricas de informações nas quais as organizações de todos os tipos podem se espelhar.


O maestro, nessa analogia de Drucker, sabe perfeitamente o espaço e o momento de cada um atuar, comunicando com clareza o que a partitura representa. Com a batuta na mão direita, ele define o compasso e a velocidade, e com a mão esquerda o sentimento que a música deve mostrar.


Hoje, o líder segura em uma mão a batuta da tecnologia, que irá definir a velocidade de digitalização da empresa e, na outra, a harmonia da equipe, indicando o melhor caminho baseado em um plano de negócios, como uma partitura, na tentativa de garantir uma sequência de passos para a prosperidade do negócio e dos objetivos traçados.


Quem consegue extrair o melhor desta combinação está criando um jeito de ser da empresa único e pronto para o sucesso.


No caminho contrário, muitos maestros costumam errar em sua regência, como em um gesto em falso onde a orquestra se desconcentra, ou então em muitos gestos com pouca informação, preparo, que causam desinteresse e desequilibram a equipe.


Um líder despreparado para comunicar-se com sua equipe equivale a um maestro inapto para reger uma orquestra sinfônica. E isso não pode acontecer se você deseja fazer sua empresa prosperar.


O que me fez pensar nesta analogia é o momento em que as empresas e os donos de negócios vivem. A busca de verdadeiros maestros que precisam estar à frente de suas equipes com postura, segurança e controle, transmitindo a energia correta e com compromisso com o resultado.


O que o dono de negócio precisa compreender é que seu papel é muito mais valioso nos “ensaios”, ou seja, no dia a dia, na capacidade de conhecer e treinar seus colaboradores, de ter a sensibilidade de percebê-los em sua totalidade, do que realmente durante a “apresentação”.


É preciso enxergar o potencial de cada um e incentivá-los a extrair suas melhores versões para que possam atingir a máxima performance e entregar ao público, no produto final, algo recheado de emoção e encantamento, que é o que irá dar sentido ao jeito de ser e fazer negócios da sua empresa.


Assim como um maestro, o líder não faz tudo sozinho. Afinal, você já viu uma orquestra onde o maestro balançava a batuta ao mesmo tempo em que soprava um saxofone?


A regência surge, então, como um caminho para a construção de uma liderança que motiva, que engaja, que tem o controle e ao mesmo tempo fornece liberdade criativa.


Entender como reger, como transmitir a mensagem que engaja é fundamental. Muitas vezes, o maestro não é aquele que sabe tocar todos os instrumentos, mas é aquele que sabe escutar, interpretar, avaliar e, assim, desenvolver o senso de autonomia de cada músico, reforçando a confiança no trabalho colaborativo.


Se você quiser, de fato, aprender com sua equipe, deve estar preparado para lidar com seres humanos, pois sem pessoas não é possível fazer uma empresa crescer.


Ao conseguir equilibrar as competências e os problemas do cotidiano, administrando egos e inseguranças e, por mais diverso que sejam as personalidades, ter o ímpeto de gerar uma energia contagiante de um verdadeiro maestro, estimulando a fluência da orquestra, com cadência, ritmo e constância, você irá direcionar sua empresa para o protagonismo.


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