Inovar – Criando uma cultura de inovação

Atualizado: 3 de Mai de 2019


O comércio está cada vez mais globalizado. As economias, instáveis. A concorrência é feroz e a tecnologia avança o tempo todo. Com esse cenário, quem se acomoda corre um grande risco de ficar para trás. Engana-se quem pensa que inovar é coisa apenas de startups.


A verdade é que inovar não significa necessariamente ter uma ideia que ninguém teve, colocá-la em prática e colher frutos. Inovação é criar uma cultura de constante evolução dentro da organização, estimulando não apenas o mindset dos gestores, mas de todos os profissionais, em todos os campos colaborativos da empresa.


Em outros termos, qual a importância da inovação nos ambientes empresariais? Na maioria das atividades inovar significa manter-se sempre um passo à frente da concorrência. A inovação constante, feita como parte de uma cultura empresarial, faz com que as organizações tenham maior agilidade para identificar tendências de mercado e planejar novas estratégias.


Podemos colocar como exemplo dessa prática os veículos da Ford. Aqui, a inovação se deu com a constante evolução de processos encabeçada por Henry Ford. Com a criação de uma linha de produção visando o aumento da produtividade de suas fábricas, ele conseguiu popularizar a sua marca.


Como dito anteriormente, a inovação pode se dar em diferentes frentes, seja na criação de um serviço/produto ou na renovação constante dos processos. Nos dois casos, elas precisam reunir três fatores importantes: viabilidade, sustentabilidade e retorno financeiro.


Mas, como inovar dentro da empresa? Afinal, como criar uma cultura de inovação? Vejamos alguns passos essenciais:


Trabalhe a comunicação interna: uma empresa inovadora não é aquela que possui um líder inovador, mas a formada por pessoas com mentalidade voltada à inovação. Nenhuma mudança organizacional ocorre sem que todos os colaboradores estejam engajados, por isso é importante que a comunicação interna esteja afiada e em sintonia com essa visão.


Construa um ambiente assertivo: os seres humanos são criativos por natureza, mas um ambiente hostil pode inibir essa criatividade. Um ambiente criativo oferece liberdade e segurança, retirando o medo de errar e incentivando a tentativa de fazer diferente.


Crie espaços de diálogo horizontais: a criatividade é definida como a capacidade que possuímos de fazer conexões entre os fatos observados e os conhecimentos adquiridos. Ao criar metodologias de diálogos horizontais, como o World Café (onde são organizados vários grupos de pessoas que conversam sobre temas propostos por um facilitador por 20 a 30 minutos trocando os grupos ao final de cada tempo), você valoriza a diversidade cognitiva e facilita o cruzamento de experiências e a criação de conexões.


Dê destinação às ideias: as metodologias de diálogo, brainstormings ou quaisquer outras atividades criativas não devem ficar na gaveta. Não quer dizer que você deva aproveitar todas, mas sim que deve dar vazão aos processos criativos, tornando-os palpáveis e produtivos.


Produza testes e protótipos: é preciso apostar e não adotar uma postura muito conservadora em processos criativos. Uma solução viável nesses termos é a metodologia do design thinking, que orienta a criação de um mínimo produto viável (MVP). O objetivo é testar, ver como a ideia se materializa na prática para depois investir pesado. Os insights gerados são de imensa utilidade para aparar arestas e diminuir margens de erro.


“Para a empresa excelente, a inovação é a única coisa permanente” (Tom Peters).


Inovar cada vez mais vem deixando de ser um diferencial competitivo para ser uma questão de competência empresarial. Aproveitar as vantagens da globalização e democratização da informação em prol de uma gestão voltada para a inovação é visar o futuro e eficiência profissional! Vamos criar?

36 visualizações

© 2020 por CarlaWeisz Consultoria