Funcionário Ético - Como Encontrá-los



A ética, apesar de ser uma palavra fora de moda, pode ser valorada como um dos critérios mais importantes de um profissional no mercado de trabalho. A boa conduta no ambiente organizacional, sem dúvidas, é um convite a produtividade, integração, credibilidade, confiança e respeito ao trabalho.


O termo “ética” é derivado do grego “éthos” que denota “hábito” e “ethos” que significa “morada”. Em uma analogia, significa dizer que ela representa uma casa com suas vigas, alicerces e paredes que representam os costumes e a identidade daquele lugar. Assim, quando esses costumes se perdem, a estrutura enfraquece e a casa é destruída.


Mas muito cuidado, a ética não deve ser confundida com moral.


Embora similares, ambas possuem significados distintos. Enquanto a ética é o conjunto de valores e princípios que orientam o comportamento de um indivíduo na sociedade, ao seu caráter e conduta genuinamente humana e enraizada, a moral é regida por leis, padrões, regras e normas adquiridas por meio da educação social, familiar e cultural. Em outras palavras, de algo que vem de fora pra dentro.


Apesar de distintas, é importante ressaltar que as duas caminham juntas, uma vez que a moral se submete ao valor ético. Dito isso, é possível notar que uma ética individual, quando aceita pela sociedade, passa a ter um valor social instituído como uma lei moral.


Tá bom Carla, mas como a ética pode ser observada na conduta de meus funcionários?


Eu costumo dividir os conceitos de ética em alguns modelos de comportamento, tais como:


  1. Moralidade: trata-se do conjunto de valores que conduzem o comportamento, decisões, escolhas e ações de uma pessoa;

  2. Altruísmo: é a preocupação espontânea e positivista com o outro, sabendo que o coletivo alavanca o individual;

  3. Solidariedade: os princípios que carregamos e aplicamos em nossas relações sociais e que facilitam a vivência e convívio harmônico;

  4. Consciência: capacidade e busca pela percepção em distinguir o que está correto e errado de acordo com a moralidade social;

  5. Responsabilidade: assumir as consequências de seus atos pessoais e coletivos.


Ok, mas como isso pode ser observado no comportamento diário dos funcionários?


  • Honestidade: procure pessoas que buscam pela verdade e assumam a responsabilidade de seus erros. Funcionários mais produtivos assumem os erros em vez de procurar culpados. A honestidade, em suma, é primo da confiança e credibilidade, itens fundamentais para um bom profissional;

  • Comprometimento: um profissional engajado com os objetivos da empresa cumpre suas funções com empenho e consciência, sempre visando o melhor resultado para a organização, e não só para si;

  • Prudência: é importante que os funcionários diferenciem as relações pessoais e profissionais, não deixando que inimizades e antipatias minem o desempenho e interfiram negativamente nas demandas profissionais;

  • Humildade: a humildade atrai maior flexibilidade e melhor julgamento das questões profissionais, contribuindo para um bom convívio e relacionamento no ambiente de trabalho;

  • Aceitam críticas e sabem como fazê-las: muitas pessoas ainda possuem muita dificuldade em interpretar, fazer e aproveitar críticas construtivas. Por isso, mais do que ter talentos, é importante contar com funcionários que sabem como receber e dar feedbacks, de maneira que esses não se tornem ressentimentos, mas transformem comportamentos e atitudes de forma positiva.


Eu gosto muito de algumas obras de José Saramago, e em algumas delas ele costuma dizer que: “se a ética não governar a razão, a razão desprezará a ética”. Cultivá-la, portanto, significa buscar o crescimento da empresa e de todos os envolvidos contribuindo para a melhora do ambiente, do trabalho em equipe e respeito mútuo entre todos. Trata-se, enfim, de mais uma ferramenta para construir profissionais mais engajados, motivados e satisfeitos.


348 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo