Empreender na Crise - Histórias de Sucesso | Carla Weisz


A crise econômica enfrentada no mundo em decorrência do avanço do novo Coronavírus não é nem de longe a primeira na história do mundo. Entretanto, está entre uma das mais impactantes. O cancelamento de eventos ao redor do mundo e quarentena causaram prejuízos aos que se viram da noite para o dia obrigados a fechar portas para conter o avanço da pandemia. Para muitos o que parece estar à frente são tempos difíceis, mas para outros tantos é o momento certo de empreender na crise!


Não restam dúvidas que o momento é de recessão econômica e de muitos empresários entrarem em colapso emocional. Mas a boa notícia é que durante momentos como esse sempre há um cenário propício para impulsionar mudanças, unir forças, criatividade e empreender na crise. Para compreendermos como esse cenário pode ser real é interessante voltarmos aos exemplos do passado e investigar alguns cases de sucesso que surgiram em meio a crises.

Nescafé: uma história de sucesso e superação!

Ao investigarmos exemplos de negócios que surgiram a partir de crises, vamos encontrar histórias empreendedoras de superação. Hoje falaremos do surgimento do Nescafé, uma das marcas de café solúvel mais conhecidos no mundo, e como o medo e insegurança foram substituídos pela intuição e vontade de crescer.

Tudo começou com a crise deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. A crise teve reflexos imediatos em praticamente todos os países. Os principais efeitos se concentraram em duas importantes vias:

  1. Prejuízos no conectado sistema financeiro internacional;

  2. Redução do comércio global (principalmente pela escalada das ações protecionistas e na redução de compras do mercado norte-americano (o maior do mundo a época).

O Brasil foi altamente afetado, principalmente por manter um caráter agroexportador. Para se ter uma ideia, na fase inicial da depressão de 1929, o café representava cerca de 70% das exportações brasileiras, e os EUA eram nosso maior consumidor, comprando cerca de 80% de toda nossa produção.

A excessiva produção mundial originou uma descida acentuada da procura do produto no mercado internacional e consequente queda dos preços. Por ser, na altura, o maior produtor de café e ter uma produção excessiva sem muitas outras opções e vertentes industriais, o país se viu em uma crise profunda além dos efeitos da quebra da bolsa de Nova York.

Para entendermos a importância do café para o Brasil de 1929, entre os anos de 1927 a 1930, a receita total de exportação do Brasil se elevou a US$ 422 milhões de dólares, sendo que o café representava 69% desse valor, ou US$ 293 milhões de dólares. Com a queda, a receita cafeeira caiu quase a metade, chegando a US$ 156 milhões de dólares entre os anos de 1931 a 1934.

É então, em 1929, que Louis Dapples, então presidente da Nestlé, recebeu um interessante desafio: fazer dos excessivos estoques de café brasileiros um produto vendável!

O especialista em cafés, Dr. Max Morgenthaler, juntou-se a companhia para ajudar pesquisadores a encontrarem uma solução inovadora de mercado. Após três anos, descobriram que o café com leite (café misturado com leite e açúcar) transformado em pó, mantinha seu sabor por mais tempo.

Apesar dessa descoberta, ainda havia problemas já que o pó não se dissolvia facilmente, e o leite e açúcar causavam problemas para a produção. Contudo, sabia-se já que o sabor e aroma do café se preservavam melhor no café com leite adoçado e que o aroma e características se mantinham por mais tempo quando expostos a altas temperaturas e pressão.

Algum tempo depois o grupo de pesquisadores concluiu que o segredo da preservação do aroma do café estava na criação de um café solúvel com uma certa quantidade de carboidratos. Foi através dessas descobertas impulsionadas pela crise que se criou uma técnica específica para a produção de café em pó.

Em 1º de abril de 1938, um café solúvel, chamado Nescafé, foi lançado. A Nestlé criou uma linha de produção de larga escala de extração de café. Em abril de 1940, a Nescafé já estava presente em mais de 30 países.

Para não dizer que cresceu em meio a crise, o Nescafé impulsionou sua marca durante uma segunda crise: a Segunda Guerra Mundial. Foi nesse período onde a marca ganhou notoriedade, principalmente por seu prazo de validade (maior que do café torrado), que ajudou na popularidade fazendo com que os volumes de venda dobrassem.

Durante a guerra, por exemplo, o Nescafé era um alimento básico nas rações de alimentos das forças armadas dos EUA e de outras tropas dos Aliados.

Atualmente, mais de 5.500 xícaras do café solúvel são consumidas a cada segundo, com diferentes variedades de sabores para satisfazer os mais diversos paladares e preferências em todo o mundo. O Nescafé está presente em mais de 180 países e continua sendo a bebida líder em sua categoria.

Trata-se de uma história de mudança de mindset em meio à crise, da capacidade em se adaptar ao mercado global e inovar. O feito é tão incrível que, ao analisarmos os acontecidos dos anos que sucederam a crise de 1929, mais de 25 milhões de sacas de café foram queimadas pelo governo brasileiro.

O empreendedorismo é a alma da recuperação!

O empreendedorismo é um caminho duro, porém pleno em possibilidades que, com todas suas variantes, pode criar um futuro próspero e melhor. Do pequeno ao grande, expandir os horizontes de empresas e profissionais liberais é fundamental para vencermos a crise, promovendo uma mudança completa de mindset e, em vez de projetar prejuízos, objetivar metas e as alcançar através da inovação e criatividade.

Conheça o método vire o jogo

Para empreender é preciso ter coragem, ousadia e acreditar em sua própria essência e potencial. Nosso método tem como objetivo preparar os donos de empresas médias e pequenas a se transformar no melhor do seu mercado. Acreditamos que é assim e a partir disto, que é possível preparar uma empresa para crescer de forma que concorrência alguma consiga lhe copiar.

O método vire o jogo é calcado em três principais vertentes:

  1. Jeito de pensar: acreditamos que pensamentos geram ações, e ações geram resultados. Para que as coisas mudem, você precisa mudar primeiro.

  2. Jeito de ser: tudo que você valoriza ou acredita geram suas ações e como empresário, a empresa tem a sua cara.

  3. Jeito de fazer: é preciso clareza onde você quer chegar, o que e como precisa ser feito para alcançar sua grande ambição.

Fale conosco, preencha o formulário de contato. Venha ver como podemos traçar um plano de mudança de mindset perfeito para sua demanda!


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