Burnout na Empresa - Fatores de Superação | Carla Weisz



Hoje trataremos de um tema delicado que age diretamente na qualificação do trabalho: o Burnout na empresa. O termo Burnout indica um tipo de esgotamento associado a um estado elevado de estresse crônico misturado à depressão.

A exaustão relacionada ao ambiente de trabalho já se tornou um motivo de preocupação no mundo todo e, não por acaso, já consta no documento de referência de doenças utilizadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o ICD-10. Segundo a organização, o Burnout na empresa e outros problemas associados à saúde mental no trabalho levam a uma queda de produtividade significativa, gerando uma perda de US$ 1 trilhão por ano no mundo. Já parou para pensar quanto de dinheiro você está perdendo por minimizar os efeitos de um bom ambiente de trabalho?

O problema é que o Burnout no trabalho não está ligado apenas a queda de produtividade, consequentemente da diminuição de geração de receita a empresa. Mas a maneira de enfrentá-lo e, principalmente, compreender suas motivações acabam por tornar as políticas de combate ineficazes e, por vezes, longe de enfrentar o principal agente causador.

Você sabe o que realmente causa Burnout nas empresas?

A Gallup Poll, uma das mais importantes empresas de pesquisa dos Estados Unidos, que também atende empresas no Brasil, lançou um relatório recente: “Employee Burnout: Causes and Cures”. A pesquisa traz dados importantes e reveladores sobre o Burnout. Segundo o relatório, cerca de 76% dos funcionários experimentam Burnout no trabalho pelo menos algumas vezes no ano, e 28% dizem que estão esgotados com muita frequência ou sempre no trabalho.

● Confira a pesquisa na íntegra clicando aqui! https://www.gallup.com/workplace/282659/employee-burnout-perspective-paper.aspx

O estudo também revela que funcionários que frequentemente sofrem Burnout têm 63% mais chances de passar um dia doente e 23% mais chances de visitar a sala de emergência, consequentemente afetando o nível de produtividade e concentração necessárias para o desenvolvimento da empresa.

O ponto central da pesquisa e mais elucidador está nas causas, afinal, supõe-se frequentemente que o esgotamento dos colaboradores é causado apenas pelo excesso de trabalho. Nestes termos, o senso comum parte do pressuposto de que a maneira de combater esse esgotamento é trabalhando menos horas. Com isso, recorre-se a férias, dias de folga ou até a liberação para que o colaborador passe um dia doente, apenas para sobreviver.

Aqui vai mais um balde de realidade constatado na análise da Gallup: o número de horas trabalhadas realmente é importante para o surgimento do Burnout no colaborador, afinal, o risco de esgotamento aumenta conforme as horas trabalhadas. Entretanto, o fator de “como” esses colaboradores enfrentam sua carga de trabalho tem uma influência ainda mais forte no esgotamento.

Em outras palavras, não é apenas o número de horas trabalhadas que resultam em esgotamento no trabalho, pois muitos colaboradores engajados com flexibilidade de atuação conseguem trabalhar mais horas semanais e apresentam um bem-estar maior. Mas também como o colaborador é gerenciado e a forma como a cultura organizacional acontece, ou seja, o jeito de ser e fazer das empresas.

De acordo com o estudo da Gallup, são cinco os principais fatores que mais se correlacionam com o desgaste de colaboradores:

  1. Tratamento injusto no trabalho;

  2. Carga de trabalho não gerenciável;

  3. Comunicação pouco clara dos líderes;

  4. Falta de suporte do gerente;

  5. Pressão de tempo irracional.

A liderança é um ponto central!

Todos os cinco principais fatores do Burnout na empresa se relacionam com o comportamento dos líderes. Afinal, são eles quem tem a responsabilidade de evitar o tratamento injusto, estabelecer uma comunicação clara e fornecer apoio. Além disso, são os líderes que devem gerenciar a carga de trabalho e definir expectativas razoáveis de resultados.

- Mas, afinal, onde está o desencontro?

A resposta é: mentalidade, crenças e cultura organizacional. Infelizmente, líderes ineficazes se tornam, muitas vezes, a causa do esgotamento, e não sua cura. Em outros casos, os próprios líderes não se desenvolvem ou se atualizam, causando o desgaste por toda a empresa e prejuízos financeiros. É preciso compreendermos que o que acreditamos geram nossas ações, e as ações geram resultados.

Burnout de liderança gera Burnout de colaboradores

O que os líderes dizem e fazem impacta diretamente no comportamento dos colaboradores. Pode-se instituir uma proliferação de cochilos, aulas de Ioga ou cursos de mindfulness, se os líderes não sancionam o uso dessas práticas, os colaboradores também irão relutar em fazê-lo.

Uma verdadeira mudança de mentalidade e cultura organizacional só pode ocorrer quando os líderes começam a desafiar suas próprias suposições, experimentando diferentes maneiras de trabalhar, tanto para si quanto para seus colaboradores. A era de profundas transformações que vivemos pede urgentemente uma mudança no jeito de pensar, no jeito de ser e fazer negócios nas empresas.

Líderes que geram resultados precisam se concentrar tanto na saúde mental de seus funcionários, no que eles pensam e como estão se sentindo, quanto no que estão fazendo e produzindo. Os CEOs não devem apenas desempenhar suas funções, mas também administrar suas próprias energias e dos que lideram.

Conheça o método Vire o Jogo

Para mudar é preciso ter coragem, ousadia e acreditar em sua própria essência e potencial. Nosso método tem como objetivo preparar os donos de empresas médias e pequenas a se transformar no melhor do seu mercado. Acreditamos que é assim e a partir disto, que é possível preparar uma empresa para crescer de forma gradual e sustentável.

O método Vire o Jogo é calcado em três principais pilares:

  1. Jeito de pensar: pensamentos geram ações, e ações geram resultados. Para que as coisas mudem, como empresário, você precisa mudar primeiro.

  2. Jeito de ser: tudo que você valoriza ou acredita geram suas ações e como empresário, a empresa tem a sua cara.

  3. Jeito de fazer: é preciso clareza onde você quer chegar, o que e como precisa ser feito para alcançar sua grande ambição.

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