A Raiz da Mudança de uma Empresa



Eu gosto de pensar que empresas são como árvores. Na raiz, naquilo que está embaixo da terra, ecoa aquilo que transparece em cima dela. Se você quer crescer 10% ao ano, deve refletir sobre tudo que acredita e que está na sua raiz para que o restante gere essa mudança e alcance os resultados.

Uma empresa é, portanto, o reflexo de seu dono, presidente, e dos líderes que estão guiando os passos dela. De certo, nada muda se a liderança não mudar. Do mais simples ao mais sofisticado case de sucesso, os exemplos são muitos de como as ações corretas das lideranças refletiram na mudança de seus colaboradores, desde a forma como se comportam como nas práticas que fazem uma empresa funcionar.

O que quero dizer é que empresas são comandadas por lideranças, que por sua vez, escolhem os caminhos a serem trilhados como um capitão de um navio utilizando o seu painel de controle para chegar ao destino traçado. Cada “botão” acionado gera uma consequência.

Por exemplo, ao contratar um novo funcionário, você dá sinal a todos da equipe o que está sendo valorizado na empresa e muitos poderão adotar o padrão de comportamento do novo funcionário por acreditar que isto é a coisa certa a se fazer, afinal, a pessoa acabou de ser contratada. Cada ação gera uma mensagem, que por sua vez gera um tipo de conduta na equipe.

É importante definir o que se deseja com os “botões” que são acionados, ou seja, reconhecer que é fundamental definir suas ações pensando em que mensagens você deseja passar para todos na empresa para direcionar os rumos do negócio.

Microsoft experimentou mudar seu jeito de pensar e fazer

Em 2014, a Microsoft (sim, a Microsoft) vivia um período de incertezas que apontava um cenário de risco para sua base de produção e eficiência, e buscou por uma liderança que pudesse coordenar uma mudança e renovação cultural dentro da empresa. Chegou ao nome de Satya Nadella, que já trabalhava na empresa, ele era humilde, orientado para o futuro e pragmático, tinha uma diferente forma de pensar, até parecia alguém de fora do negócio.

O fato é que a empresa havia sentado em seu sucesso. O que era inovação foi paulatinamente sendo substituído por burocracia. Tudo o que era trabalho em equipe foi transformando-se em politicagem. A espontaneidade e criatividade, marca da empresa nos anos 90 e começo dos 2000, foi engolido pela cavalgada da hierarquia tóxica.

O foco não estava mais nas pessoas, na capacidade de construir um ambiente e cultura organizacional que resultaram no sucesso do Windows. Ao contrário, a empresa havia se agarrado a vaca leiteira Windows, se tornado dependente do produto e resistia a olhar para as mudanças do mundo.

Do outro lado, rivais como Apple, Google e Facebook brilhavam com tecnologias disruptivas, enquanto a Microsoft se tornava uma marca da geração passada. Enquanto a empresa vendia 70 milhões de computadores por trimestre, os smartphones já chegavam a marca de 350 milhões.

Diante desse status desafiador, Satya Nadella ao assumir a presidência da empresa declarou que sua prioridade seria renovar a cultura da empresa, ou seja, o jeito de ser e de fazer negócios. Ele não quis apenas redirecionar o foco da empresa com uma decisão monocrática, mas mais do que isso, quis redirecionar o senso de propósito e motivação de todos.

Ele queria entender o que existia no início e nos momentos de glória que fizeram a empresa chegar ao produto final de excelência, e não compreender apenas o produto tentando replicá-lo em uma nova investida meramente financeira.

O foco de seu trabalho foi na reestruturação cultural da empresa, dos colaboradores à liderança. Investiu em um planejamento que pudesse expurgar a consciência coletiva de “sucesso eterno”, buscando por ações que pudessem acabar com a arrogância que refletia na produtividade dos líderes e colaboradores.

Essa mudança coletiva no jeito de pensar, ser e fazer, fez a empresa se oxigenar, assumir responsabilidades e direcionar o foco para o que precisava ser feito para as coisas mudarem.

Tudo foi continuamente mudando e os objetivos do negócio começaram a ter o apoio de uma cultura organizacional forte e bem definida entre líderes e colaboradores.

O plano foi todo baseado em chaves, que abrem um novo caminho, como chamamos em nossa metodologia e que pudessem transformar a cultura da empresa. Ou seja, de práticas que estimularam novas crenças e a mudança nos comportamentos para resgatar a alma da empresa.

No final de 2018, a Microsoft via seu faturamento chegar ao recorde da organização: mais de 850 bilhões de dólares. O que isso provou? A cultura transforma, sim, estratégias em resultados.

A compreensão de que o êxito do futuro estava intrinsecamente ligado à capacidade dos líderes e colaboradores se transformarem, fez com que uma organização gigante pudesse resgatar o caminho do sucesso e elevar um novo nível de profissionalismo.

Queremos que você prove essa mudança

Descobri em minha experiência executiva, depois de mais de 20 anos realizando transformações culturais bem sucedidas que é possível mudar os rumos de uma organização, independente de seu tamanho com método.

Nosso método, Vire o Jogo, já foi testado inúmeras vezes e vai te ajudar a construir um time engajado e que bate todas as metas. Mas não se engane, a transformação precisa começar com você!

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© 2020 por CarlaWeisz Consultoria