3 Ações Estratégicas para Construir Equipes Extraordinárias



Quero começar este artigo citando Warren Bennis, um dos pioneiros no campo contemporâneo dos estudos sobre liderança no mundo. Ele dizia:


  • “Bons líderes fazem as pessoas sentirem que elas estão no centro das coisas, e não na periferia. Cada um sente que ele ou ela faz a diferença para o sucesso da empresa. Quando isso acontece, as pessoas se sentem centradas e isso dá sentido ao seu trabalho.”


Citei Bennis porque considero que os donos de negócios são os representantes da empresa junto ao seu próprio capital humano, e cuidar disso é fundamental. Estranho né? Vou tentar explicar melhor.


Bennis acreditava que é através dos donos de negócios que serão disseminados os valores, regras, missão, visão, comportamentos esperados, metas e objetivos da empresa. Ter consciência disso, do jeito de pensar e ser da empresa, é fundamental para quem quer alçar voos ousados.


Mas muitos ainda resistem a esse pensamento… seja por experiências ruins do passado ou por acreditarem que a relação dono/funcionário deva ser estritamente formal.


Para quem deseja caminhar na direção que Bennis sugere e não sabe por onde começar, existem 3 ações estratégicas para construir equipes extraordinárias:


1 - Trabalhar a delegação de tarefas: saber delegar é um dos traços de um verdadeiro dono de negócio. Quando você delega de maneira eficiente, permite que os funcionários cresçam e se tornem melhores e mais produtivos.


A delegação de tarefas deve ser uma ferramenta de encorajamento e desenvolvimento de novas habilidades para os colaboradores. Porém, não basta apenas distribuir tarefas!


Para delegar bem, é necessário que exista uma avaliação adequada das capacidades de cada colaborador e quais competências estão prontas para evoluir, delegando tarefas de forma progressiva para encorajar novas descobertas e desenvolvimento dentro dos processos da empresa.


O livro “Work less, do more” (em português: “Trabalhe menos, faça mais”), da palestrante e consultora Jan Yager, fala exatamente sobre essa capacidade de delegação de tarefas. Ela descreve alguns passos necessários para delegar corretamente, que incluem:


  • Escolher quais tarefas são importantes para delegar;

  • Escolher as pessoas adequadas para receber essas tarefas;

  • Delegar não só a tarefa, como também autonomia e responsabilidade;

  • Confiar em seus escolhidos;

  • Definir prazos e métodos de follow-up;

  • Dar crédito a quem fizer um bom trabalho;

  • Não aceitar de volta tarefas delegadas.


Vale ressaltar que o outro extremo, quando a delegação de tarefas se torna uma forma de se livrar de certos trabalhos e responsabilidades, é uma situação problemática e ruim para a empresa.


Quando se delega tarefas para a equipe mas não busca o acompanhamento do progresso delas, não está colaborando para o crescimento saudável dos profissionais à sua volta.


2 - Trabalhar a gestão de pessoas: todo dono de negócio, seja ele de que nicho for, precisa desempenhar dois papéis fundamentais:


  • Conhecer a prática da área em que atua;

  • Conhecer como gerenciar uma equipe.


Ao ter o conhecimento dessas etapas, é possível posicionar estrategicamente cada membro e atribuir responsabilidades de maneira consistente.


O trabalho de gestão de pessoas, nesse contexto, se concentra no fornecimento de ferramentas para análise de perfil e organização da equipe de acordo com essa análise.


As próprias dinâmicas de grupo são ferramentas úteis para compreender melhor seus colaboradores e gerenciá-los de maneira assertiva para os objetivos da empresa.


Um bom dono de negócio, portanto, consegue utilizar os resultados dessas análises de maneira eficiente, extraindo melhores resultados de seus funcionários através de uma boa gestão de pessoas.


3 - Trabalhar a comunicação: segundo o autor Mike Myatt, em seu artigo sobre comunicação nas empresas intitulado “Why most leaders need to shut up and listen” (em português: “Por que a maioria dos líderes deve se calar e ouvir”), afirma que o propósito da comunicação não é o de simplesmente transmitir mensagens, mas sim o de engajar pessoas, o que exige que você escute o outro.


O próprio consultor de comunicação interna Daniel Costa, no livro “Não existe gestão sem comunicação”, descreve sete regras de ouro para uma comunicação eficiente dentro das empresas, sendo uma delas essencial: saber ouvir.


Trabalhar a comunicação, nesse aspecto, é trabalhar as ferramentas necessárias para evitar o “agir antes de entender”, muito comum em muitas empresas.


Um bom trabalho sobre esse tema precisa envolver situações em que a má comunicação afetou decisões no trabalho, nos resultados ou na reação da equipe. As simulações de situações são ótimas alternativas, nas quais os donos devem ouvir diversas versões sobre uma mesma situação problemática e tentar alcançar uma boa solução baseada na comunicação.


Espero que esse artigo te ajude a desenvolver sua empresa e sua equipe em busca de resultados cada vez mais extraordinários. Beijos e até a próxima.


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